terça-feira, 18 de agosto de 2009

O último post do velho Brechó do Carioca

esse é o último post desse blog. mas esse nao é o fim do Brechó do Carioca. é que agora ele conta com nova hospedagem e novo endereço. casa nova, vida nova, mas a teimosia de sempre. conheçam o novo brechó, tem muito mais recursos, além dos posts afiados de sempre.

AGORA É BRECHODOCARIOCA.COM

* esse blog continuará no ar, como fonte de consulta, minha biblioteca de tranqueiras. fique à vontade pra navegar nos históricos.

Abraços, nos vemos no novo Brechó do Carioca.

(vc lembra disso?)

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Fábio Weintraud

gostei da maneira de escrever do Fábio Weintraud. posso até dizer que até me identifiquei um pouco. por acaso, ele mora no bairo santa cecília em são paulo, um dos poucos que conheço da cidade. me lembra até a tijuca, no rio de janeiro, onde fui criado. por coincidência, já até tive uma vizinha imprecadora. conheci o trabalho dele através dessa entrevista no entrelinhas.



A imprecadora

Sou puta, sim, puta e anti-social
mas chupo o dedo sem unha
com boca de pelúcia

Podem vir, que venham
todos os síndicos e o padre viado
fabricante de mendigos
o importador de anões

Pode vir a negranhada
os homens-fêmeas
a indiarada, os baianos
judeus, nordestinos
o lixo, a bosta, o esgoto

Passaram antraz na minha boca
na minha gengiva
torturaram meu rosto
minha arcada dentária
seios nádegas olhos nariz
queixo pescoço garganta
cérebro ânus vagina
comeram toda a carne do meu corpo
vodu na boca lábios gengiva

Enfia o farol na buceta
da puta-mãe de vocês
no cu da puta vaca
da tua mãe-esgoto

Sou eu aqui
dormindo na rua
saia verde camisa preta
Todos precisam de mim



Mais magro


Mais magro
Meu amigo está mais magro
Volto a encontrá-lo
dois ou três verões mais tarde
e chego mesmo a dizê-lo:
Você está mais magro.
Problemas de intestino...
responde-me esquivo
... já estive pior, agora
voltei a engordar.
Não peço detalhes
mas vejo o ombro mirrado
entre as alças da regata
Evito tocá-lo
pois a mera proximidade física
parece estranha agora
que meu amigo está mais magro

Novamente juntos
caminhamos pela orla marítima
Eu lhe recito algum verso
ele me ensina outro insulto
e há quase alegria de trégua
não fosse o fato
dele estar mais magro

Se ainda ontem tocassem
os telefones insones
na barra da madrugada
e meu amigo dissesse
palavras de testamento
eu sairia correndo
para deitar-lhe compressas
na testa já repartida

Se fosse eu o afogado
dentro da onda invisível
de bílis, lua e silêncio
ele pagava o resgate
limpava o sal de meus cílios
me devolvia em segredo
sobre a toalha mais limpa

Mas hoje estamos exaustos
há um dreno em nossa bondade:
minha boca só tem dentes
e meu amigo
está mais magro

- Fábio Weintraud




Veja mais poemas de Fábio Weintraud.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Maio de 68

"Os muros só deveriam existir para as reivindicações grafitadas pelo
povo"
- Manuel Affonso de Mello

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Blasfêmia e bom-humor

engraçado como os dois quase sempre caminham juntos...rs.






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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Usuários de twitter são pagos para divulgar propaganda israelense.

Jonathan Cook. Global Research / Rebelión 22/07/2009


À primeira vista, o apaixonado apoio a Israel veiculado em sites web, chat, blogs, twitters e Facebooks poderia parecer algo bem diferente.

O ministério das Relações Exteriores de Israel está criando uma equipe clandestina de colaboradores devidamente remunerada cuja tarefa é navegar 24 horas por dia na internet para divulgar notícias positivas sobre Israel.

Jovens israelenses especializados em usar a internet, em sua maioria recém-graduados ou soldados da reserva com conhecimento de idiomas, estão sendo recrutados para que se passem por internautas comuns e divulguem a linha política do governo sobre o conflito no Oriente Médio.

“Na pratica a internet funciona como um teatro de operações no conflito entre palestinos e israelenses, e devemos ser ativos neste teatro, pois, do contrário, perderemos”, disse Ilan Shturman, responsável do projeto.

A existência de uma “equipe de guerra pela internet” veio à tona quando seu custo foi incluído no orçamento do Ministério de Relações Exteriores deste ano. Ao destinar cerca de 150.000 dólares para o desenvolvimento da primeira etapa, espera-se que haja mais fundos destinados a isso no próximo ano.

A equipe será subordinada à autoridade de um departamento maior que já se ocupa do que os israelenses chamam de “hasbara”, traduzido oficialmente como “explicação pública”, mas que significa bem mais do que propaganda. Isso inclui não só as relações públicas do governo, mas também as relações mais secretas que o ministério mantém com organizações e iniciativas privadas que promovem a imagem de Israel na mídia impressa, na televisão e nos meios eletrônicos.

Numa entrevista publicada este mês em Calcalist, um jornal empresarial israelense, o senhor Shturman, diretor adjunto do departamento de hasbara do ministério, admitiu que a equipe trabalhará de forma clandestina. “Nossa gente não dirá: ‘Olá, somos do departamento de hasbara do ministério de Relações Exteriores de Israel e quero dizer quanto segue’. Tampouco, se identificarão necessariamente como israelenses”, disse. “Falarão como internautas e como cidadãos, e escreverão respostas que pareçam pessoais, mas que irão se basear numa lista já pronta de mensagens desenvolvidas pelo ministério”.

Rona Kuperboim, colunista da Ynet, o site web mais popular de Israel, denunciou a iniciativa, dizendo que Israel se transformou num “Estado de polícia de pensamento”. Acrescentou que “boas relações públicas não podem tornar mais bela a realidade nos territórios ocupados. Estão matando crianças, bombardeando casas e reduzindo famílias inteiras à fome”. Sua coluna foi saudada por vários comentaristas que perguntaram como poderiam pedir trabalho na equipe do ministério de Relações Exteriores.

O projeto formaliza práticas de relações públicas que o ministério desenvolveu especificamente quando do ataque Israelense contra Gaza em dezembro e janeiro passados. “Durante a operação Chumbo Derretido apelamos às comunidades judaicas no exterior e com sua ajuda recrutamos alguns milhares de voluntários, que se uniram aos voluntários israelenses”, disse Shturman.
Fornecemos a eles antecedentes e material de hasbara, e os enviamos a representar o ponto de vista israelenses em páginas eletrônicas e em pesquisas pela internet”.

O exército israelense também ocupou um dos sites mais populares do You Tube e colocou regularmente clipes, ainda que fosse criticado por grupos de direitos humanos por desinformar os telespectadores pelo que mostrava nas imagens gravadas.

Shturman disse que, durante a guerra, o ministério concentrou suas atividades em sites web da Europa, onde as reações eram mais hostis à política israelense. Os principais alvos de sua lista para o novo projeto seriam a BBC On Line e os sites árabes da rede, acrescentou.

Elon Gilad, que dirige a equipe de internet, disse ao Calcalist que muita gente entrou em contato com o ministério para oferecer seus serviços durante o ataque a Gaza. “As pessoas só pediam informação, e depois vimos que a informação havia sido distribuída por toda a internet”.

Sugeriu que houve uma cooperação generalizada do governo e que o ministério da Absorção [encarregado dos contatos com judeus que se estabelecem em Israel] entregou detalhes para contatos com centenas de pessoas recém-imigradas para Israel, que escreveram materiais a favor de Israel em seus idiomas de origem.

Espera-se que a nova equipe aumente a estreita coordenação do ministério com um grupo privado de pressão, giyus.org. Informa-se que 50.000 ativistas já baixaram um programa chamado Megaphone que envia um alerta a seus computadores toda vez que é publicado um novo artigo contra Israel. Logo, se supõe que bombardeiem o site com comentários s favor de Israel.

Nasser Rego, do Ilam, um grupo de Nazaré que monitora a mídia israelense, disse que organizações árabes em Israel estão entre aqueles que os grupos de hasbara apontam para “assassinatos de sua reputação”. Preocupam-se com o fato de a nova equipe tratar de conseguir que uma tarefa desse tipo pareça mais profissional e convincente.

Se essa gente deturpa a informação sobre quem somos, podemos supor que não se preocuparão demais em enganarem ao escrever sobre grupos e indivíduos. Seu objetivo, obviamente, será o de desacreditar os que defendem os direitos humanos e a justiça para os palestinos.

Quando o The National entrou em contato com Yigal Palmor, um porta-voz do ministério de Relações Exteriores, este negou a existência da equipe de internet, apesar de admitir que os funcionários estavam aumentando a exploração de novos meios de comunicação. Negou-se a dizer que comentários de Dhturman ou Hilad haviam sido mal-interpretados pela mídia hebraica, e disse que o ministério não empreenderia nenhuma ação a respeito desses informes.

Israel tem desenvolvido um enfoque cada vez mais sofisticado em relação aos novos meios de comunicação desde que lançou sua campanha “Marca Israel”, em 2005. A pesquisa de mercado convenceu os funcionários dos ministérios que Israel devia reforçar as boas notícias sobre os negócios de sucesso e os avanços israelenses na ciência e na medicina. Shturman disse que seu pessoal trataria de utilizar sites web para melhorar “a imagem de Israel como Estado desenvolvido que contribui para a qualidade do meio-ambiente para a humanidade”.

David Saranga, chefe de relações públicas do consulado geral de Israel em Nova Iorque, que liderou o impulso por mais mensagens positivas sobre Israel, argumentou na semana passada que Israel está em desvantagem diante das posições pró-palestinas. “À diferença do mundo muçulmano que tem centenas de partidários que adotaram a narrativa palestina a fim de criticar severamente Israel, o mundo judaico conta apenas com 13 milhões”, escreveu em Ynet.
A maior preocupação de Israel com a questão deve-se à diminuição do apoio recebido pelas gerações mais jovens na Europa e nos EUA.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Esquerda Festiva


sabe aquele povo que mora em cobertura, mas é de esquerda? que canta lindas músicas populares, mas sequer conhece a zona norte do Rio? encontrei essa foto na internet e não pude deixar de lembrar neles. é a famosa ESQUERDA FESTIVA. são de esquerda porque acham bonito, cult, mas não andam de ônibus e se andassem, jamais olhariam pro passageiro ao lado.

a sacada da ilustração surge num impasse de tradução, party (em inglês), quando traduzida para o português pode significar tanto "partido", quanto "festa". talvez quem fez o desenho nem conheça a expressão ESQUERDA FESTIVA, mas acertou em cheio.

a imagem foi retirada do site http://www.everythingburns.com

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Os democratas também estão na festa


mais uma ilustração com o tema party=partido. ilustra bem como partido político é tudo a mesma merda, só mudam as moscas.

como diz um amigo: se fosse bom, não se chamava partido, mas sim unido político.

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Como publicar um livro - capítulo 1 de muitos

estou decidido, até o fim do ano eu faço uma publicação oficial e em gráfica tradicional do meu livro. fiz uma nova pesquisa e revisão das poesias, vi o que estava errado no livro que publiquei no Clube de Autores e agora acho que estou no caminho certo.

procurei várias editoras, mas o preço era mais do que caro, era irreal pra minha situação. procurei saber então o que eu precisava para publicar o livro e registrá-lo direitinho. fui atrás de gráficas e digo que o custo caiu consideravelmente.

o orçamento que eu recebi das editoras era de aproximadamente R$ 8 mil. o orçamento que consegui apenas como serviço de gráfica e não de editora caiu para aproximadamente R$ 2,2 mil.

como estou acostumado a arregaça as mangas pra conseguir as coisas, vou arregaçá-las mais uma vez. pra se escrever o livro, tudo surge na ideia, mas como essa minha ideia já se arrasta a anos, só faltava colocá-la em prática. criei um passo-apasso pra mim mesmo.

1 - escolha e revisão das poesias
2 - diagramação interna
3 - design da capa
4 - escrever prefácio e acertar detalhes do livro
5 - orçar com as gráficas
6 - consultar empréstimo no banco pra pagar o livro (é a parte mais difícil)
7 - pedir ficha catalográfica na Câmara Brasileira do Livro
8 - tirar cadastro de autor/editor na Biblioteca Nacional
9 - pedir o ISBN e cadastrar o livro
10 - revisar e finalizar os arquivos pra gráfica
11 - esperar a impressão
12 - contar pra todo mundo que tenho o livro pra vender
13 - participar de saraus, festas de aniversário e qualquer evento que eu possa tentar vender o livro
14 - divulgar no blog, fazer chantagem com os amigos pra comprarem, etc
15 - torcer para que os livros vendam pra pagar o empréstimo do banco


viu como é fácil? acho que eu consigo. é um método faça-você-mesmo de publicar um livro. sei que vai dar trabalho, talvez muito mais do que se eu corresse atrás de um patrocínio e jogasse tudo na mão de uma editora, mas acho que compensa. no mínimo o aprendizado será muito grande. além disso, espero tentar ajudar em algo quem tem vontade de publicar um livro e não sabe como.

em breve, vou descrevendo os capítulos dessa novela. desejem-me sorte.

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Downloads da Piauí


navegando por aí, entrei no site da revista Piauí. fiquei rodando por lá e como toda pessoa que não quer nada com nada, fui direto na seção de downloads e me surpreendi.

lá tem muito mais do que screensaver e wallpapers. uma das coisas que mais me chamou a atenção é que tem capas da revista em alta resolução pra vc fazer um poster. cá entre nós, algumas capas deles merecem ir muito mais pra parede do que muito quadro de vasos e cestas de frutas que rolam por aí.

vale a pena fazer uma visita no site todo, mas a seção de downloads da Piauí é um deleite. aposto que já ganhou a simpatia e a assinatura de muita gente.

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Jesus iluminado

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Brechó catigurias

últimos Brechó posts

sobre o Brechó

um brechó, uma bagunça. uma válvula de escape. um canal alternativo de comunicação. poesias, devaneios, filosofia, cotidiano, mundo e unas cositas más de un mero mortal.

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